A investigação sobre o assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como ‘Joba’, revela que Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suposto mandante, transferiu dinheiro ao executor do crime apenas três horas após o homicídio, o que pode complicar sua defesa no julgamento por homicídio doloso.
Ruan teria contratado Symeone Batista dos Santos para organizar o assassinato, que custaria R$10 mil, e parte do pagamento foi feita no dia do acordo, enquanto imagens de câmeras de segurança e dados bancários corroboram a movimentação financeira suspeita.
Além disso, Ruan comprou passagens aéreas para fugir de Alagoas no dia do crime, mas desistiu após a repercussão do caso, deixando dispositivos eletrônicos com um amigo, o que pode ser utilizado como evidência em seu julgamento.
Novos detalhes sobre a investigação do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, revelam que Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado como mandante do crime, teria sacado uma quantia em dinheiro e, posteriormente, depositado o valor na conta do executor do crime. A transferência teria sido realizada apenas três horas após o homicídio do coordenador das categorias de base do CRB.
A movimentação financeira de Ruan aparece entre os elementos citados na decisão judicial que determinou que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio doloso. Na mesma decisão, Symeone Batista dos Santos, apontado como intermediário do assassinato, também foi pronunciado.
Consta no inquérito que Ruan teria contratado Symeone Batista dos Santos, seu ex-colega de trabalho, para organizar a execução do crime. Após se negar a assassinar “Joba’, Symeone teria indicado Raul Silva de Melo, conhecido como “Gordinho”, com quem teria tido contato durante o período em que esteve preso, para executar a vítima.
As investigações apontaram ainda que Ruan e Symeone se encontraram presencialmente na semana do crime para acertar o “serviço”, que custaria ao mandante R$10 mil. Parte desse valor, R$ 4 mil, foi entregue para Raul no dia em que o acordo foi selado. O restante seria entregue após o crime.
As provas reunidas com autorização judicial, incluindo dados bancários, telefônicos e telemáticos, além de imagens de câmeras de segurança, apontaram que Ruan esteve em uma agência bancária dias antes do homicídio para sacar uma quantia em espécie, cujo valor não foi informado. Segundo a investigação, parte do dinheiro teria sido depositado na conta de Raul no dia do crime, cerca de três horas após o assassinato.
MANDANTE COMPROU PASSAGENS AÉREAS PARA FUGIR
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas em desfavor de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque ainda detalha que ele teria comprado uma passagem aérea para fugir de Alagoas no mesmo dia em que o crime foi cometido.
Consta na denúncia que Ruan, após contratar os executores do crime, teria comprado passagens aéreas para o dia 23 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o coordenador de base do CRB foi executado com um tiro na cabeça ao seguir para um ponto de ônibus, no bairro Santa Lúcia, parte alta de Maceió.
De acordo com as investigações, a viagem, cujo destino não foi informado, também teria sido planejada para funcionar como álibi para o réu. No entanto, após perceber a repercussão do caso nas redes sociais e nos veículos de comunicação, Ruan teria desistido da viagem e deixado seus dispositivos eletrônicos pessoais (um pen drive e um notebook), com um amigo.
RELEMBRE O CASO
O assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, de 33 anos, coordenador das categorias de base do CRB, causou grande comoção em Alagoas e no meio esportivo. Ele foi executado com um tiro na cabeça em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, parte alta da capital alagoana.
Joba seguia para um ponto de ônibus, de onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, onde cumpriria mais um dia de trabalho, quando foi surpreendido com um tiro na cabeça.
A prisão de um dos suspeitos do crime foi essencial para que a polícia chegasse à motivação e ao nome do suposto mandante. Symeone Batista do Santos, que apareceu em câmeras de segurança ajudando na fuga do atirador, trouxe detalhes de como a morte foi arquitetada.
Em depoimento, Symeone, que teve um papel de “intermediador no crime”, disse que o assassinato foi planejado por Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, que seria o suposto mandante, em dezembro de 2025.
Já Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque se apresentou à polícia três dias após o crime.
Texto: TNH1. Publicado originalmente em TNH1.
