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Caso Ana Beatriz: Júri do crime que revelou o Serial Killer de Alagoas acontece segunda (9)

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O Tribunal do Júri da Capital julgará na próxima segunda-feira (9), o assassinato da adolescente Anna Beatriz Santos Tavares, de 13 anos. O réu Albino Santos de Lima, de 44 anos, sentará no banco dos réus para responder pelo homicídio que revelou às forças investigativas do Estado a existência da sequência tenebrosa de crimes que lhes rendeu a alcunha de “serial killer de Alagoas”.

A sessão ocorrerá na 9ª Vara Criminal, localizada no Fórum do Barro Duro, com a acusação sob o comando da promotora de Justiça Adilza Freitas.

Até a resolução da morte de Ana Beatriz, executada com um tiro na cabeça em 26 de agosto de 2024 no bairro da Levada após se recusar a sair com o acusado, uma série de homicídios na região lagunar da capital permanecia sem autoria definida.

A virada definitiva ocorreu em 17 de setembro de 2024, quando a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), coordenada pela delegada Tacyane Ribeiro, prendeu Albino em sua residência no bairro da Ponta Grossa.

Na ocasião, a apreensão da pistola .380 do suspeito e a realização do confronto balístico pela Polícia Científica não apenas confirmaram a autoria do disparo contra Ana Beatriz, como desencadearam a conexão com múltiplos assassinatos de jovens e adolescentes em Maceió.

O trabalho investigativo a partir deste caso específico revelou um padrão sistemático de execuções promovido pelo réu, que atuava como agente de segurança penitenciário terceirizado (prestador de serviço no sistema prisional, sem vínculo efetivo com o Estado).

A partir do esclarecimento do caso Ana Beatriz e da coleta do material genético e balístico, a Justiça alagoana pôde dar andamento aos processos que já somam 11 condenações e acumulam 321 anos de prisão contra o réu

  • Novembro 2026 – condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato de José Cícero Bernardo da Silva;
  • Outubro 2026 – condenado a 60 anos de reclusão pelo duplo homicídio de John Lenno Santos Ferreira e Débora Vitória Silva dos Santos;
  • Outubro 2026 – condenado a 30 anos de reclusão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva;
  • Maio 2026 – condenado a 29 anos e um dia de reclusão pelo assassinato de Jose Ildo Siqueira da Silva Filho;
  • Março 2026 – condenado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato de Genilda Maria da Conceição ;
  • Novembro 2025 – condenado a 24 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão em regime fechado pelo feminicídio qualificado e lesão corporal contra o filho da vítima, Beatriz Henrique da Silva;
  • Outubro 2025 – condenado a 27 anos, um mês e 10 dias de prisão pela morte de Tâmara Vanessa dos Santos, 21, pelos tiros que atingiram José Gustavo Carvalho, 23, (seu esposo) e Leidjane Gomes de Freitas;
  • Setembro de 2025 – condenado a 14 anos e sete meses de prisão por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Alan Vitor dos Santos Soares;
  • Julho 2025 – condenado a 24 anos e seis meses pela morte da adolescente Ana Clara Lima Santos;
  • Junho de 2025 – condenado a 24 anos e seis meses pela morte da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo;
  • Abril 2025 – condenado a 37 anos, um mês e 10 dias pela morte do barbeiro Emerson Wagner da Silva e tentativa de homicídio contra outro rapaz.

Ana Beatriz estava na companhia de amigas assistindo a uma partida de futebol em uma arena no bairro do Vergel do Lago, quando foi abordada por Albino Santos, em 26 de agosto de 2024. Após se recusar a sair com o homem, a jovem passou a ser perseguida por ele pelas ruas do bairro.

Próximo a uma borracharia, no bairro da Levada, a adolescente foi alcançada e morta com um tiro à queima-roupa na cabeça. O suspeito fugiu do local a pé.

Em 13 de setembro do mesmo ano a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) tornou públicas as imagens das câmeras de segurança que registraram o suspeito caminhando pelas ruas do bairro logo após o crime, usando calça jeans, camiseta azul-marinho e boné.

Quatro dias depois, o suspeito, Albino Santos de Lima, foi preso em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça alagoana, pelas equipes da DHPP e Oplit, na residência de seus pais, no bairro da Ponta Grossa.

No local, a polícia apreendeu uma pistola calibre .380 (pertencente ao pai do acusado, um PM da reserva), munições, balaclava e roupas compatíveis com as do dia do crime. O celular do acusado havia sido formatado para tentar apagar indícios.

Em coletiva de imprensa conduzida pela delegada Tacyane Ribeiro, a Polícia Civil revelou que o exame de confronto balístico na arma apreendida não apenas confirmou a autoria da morte de Ana Beatriz, como conectou Albino a outros cinco homicídios com o mesmo modus operandi na região lagunar.

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Texto: Alagoas 24 Horas. Publicado originalmente em Alagoas 24 Horas.

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