No Rio, 1ª noite de desfiles tem homenagem a Lula, Ney Matogrosso e tradições afro-indígenas

 No Rio, 1ª noite de desfiles tem homenagem a Lula, Ney Matogrosso e tradições afro-indígenas


Os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro começaram no domingo, 15, com enredos que homenagearam personalidades, exaltaram a negritude no Rio Grande do Sul e celebraram tradições afro-indígenas da região Norte do país.

A primeira escola a entrar na Marquês de Sapucaí foi a Acadêmicos de Niterói, campeã da Série Ouro no ano passado e estreante na elite do carnaval carioca. A agremiação levou para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula chegou a deixar o camarote para cumprimentar o casal de mestre-sala e porta-bandeira. O samba, interpretado por Emerson Dias, percorreu a trajetória do petista, da infância no agreste pernambucano à atuação como sindicalista e presidente.

Na sequência, a Imperatriz Leopoldinense apresentou o enredo “Camaleônico, uma homenagem a Ney Matogrosso”. O cantor participou como destaque no último carro alegórico. Ao longo dos 80 minutos de desfile, a escola revisitou momentos marcantes da carreira do artista, desde os tempos de Secos & Molhados até sucessos da fase solo. “Acho tudo um esplendor. É uma característica do carnaval. É uma riqueza, uma coisa que a gente nem espera, mas é muito lindo”, afirmou o cantor antes de entrar na avenida. Ao fim, resumiu: “Estou feliz. Estou cansado, mas estou feliz”, em entrevista à TV Globo.

A terceira escola da noite foi a Portela, que abordou a presença e a resistência da população negra no Rio Grande do Sul. O desfile uniu o orixá Bará à figura do Negrinho do Pastoreio e destacou a trajetória de Custódio Joaquim de Almeida, conhecido como Príncipe, referência da cultura afro-gaúcha. Um integrante da comissão de frente surpreendeu o público ao sobrevoar a avenida com um drone. No fim, o último carro alegórico entrou com atraso, e a escola cruzou a linha final com apenas um minuto restante do tempo regulamentar.

Encerrando a primeira noite, a Estação Primeira de Mangueira apresentou o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, em homenagem a Raimundo dos Santos Souza, personalidade histórica do Amapá. A apresentação destacou referências à floresta amazônica, seus saberes e tradições. Durante o desfile, o carro abre-alas colidiu com a estrutura de concreto na saída da avenida e ficou momentaneamente preso, mas o problema foi resolvido rapidamente. A escola finalizou a apresentação sem ultrapassar o tempo máximo.

A programação continua nesta segunda-feira, 16, com Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca. Na terça-feira, 17, desfilam Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro.

Apresentações seguem até terça-feira, 17, com escolas como Beija-Flor, Grande Rio e Salgueiro na Sapucaí. Formato dividido em três dias é mantido pelo segundo ano consecutivo no Carnaval carioca

Notícias ao Minuto | 08:15 – 16/02/2026



Fonte: Notícias Minuto

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