A cachaça de Quebrangulo que carrega a alma de Alagoas em cada gota – AMA
Gogó da Ema, com 60 prêmios nacionais e internacionais, destilaria alagoana une tradição, inovação e turismo na Rota da Cachaça
Algumas histórias nascem da terra. Outras, da memória. A Cachaça Gogó da Ema nasce das duas.
Carregando o nome de um dos símbolos mais emblemáticos da história de Maceió, o famoso coqueiro da Praia de Ponta Verde que foi ponto de encontro nas décadas de 1940 e 1950, a marca transformou memória afetiva em identidade e tradição em excelência.
Hoje, com mais de 60 prêmios acumulados, é a terceira cachaça mais premiada do Brasil e a mais premiada do Nordeste. Mas o que torna a Gogó da Ema verdadeiramente especial vai muito além dos troféus.
A produção começou em 2004, idealizada por um engenheiro civil que decidiu trocar os canteiros de obras pelo cheiro doce da cana-de-açúcar moída. O sonho era tornar a fazenda autossustentável. A cachaça foi o caminho escolhido.
Em 2008, Henrique Medeiros, filho do fundador, assumiu a gestão e levou o projeto a um novo patamar. Investiu em qualificação, fez cursos de produção, envelhecimento, análise sensorial e sommelieria. Viajou pelo Brasil, participou de feiras, desenvolveu novos produtos e registrou oficialmente a marca no INPI.
Hoje, a empresa familiar distribui para mais de 20 estados brasileiros e segue crescendo de forma estruturada, mantendo a essência artesanal.
Na destilaria, cada etapa é conduzida com precisão e respeito ao tempo.
A cana é cultivada na própria propriedade e precisa ser moída em até 24 horas após o corte. O processo de fermentação é controlado com leveduras selecionadas, garantindo qualidade e padronização. A destilação acontece em alambiques de cobre com fogo direto, método tradicional que exige atenção e experiência.
Os primeiros 10% da destilação são separados, garantindo que apenas o “coração” da cachaça, a parte mais pura e equilibrada, siga para armazenamento. O resultado é um destilado limpo, aromático e macio.
O ciclo produtivo é praticamente fechado. O bagaço vira combustível ou alimentação animal. A vinhaça retorna ao solo como adubo natural. Sustentabilidade não é discurso, é prática diária.
A Gogó da Ema trabalha com diferentes madeiras, incluindo a nordestina umburana, que confere notas adocicadas e aromáticas únicas. Há também barris de uísque e bourbon, criando camadas sensoriais complexas.
Além da cachaça branca e envelhecida, a marca desenvolveu licores e versões aromatizadas, como a Cravcanela, base do refrescante drink “Canelinha Tônica”, criado para conquistar novos públicos e quebrar preconceitos.
Mais do que produzir uma bebida premiada, a Gogó da Ema integra a Rota da Cachaça de Alagoas, uma iniciativa que fortalece o turismo de experiência no estado.
Visitar a destilaria é mergulhar na história, caminhar pelo canavial, acompanhar a moagem, sentir o calor da fornalha, provar direto do alambique e entender por que essa cachaça conquistou reconhecimento nacional.
A visitação custa R$ 30 por pessoa e pode ser agendada pela plataforma da Rota da Cachaça. Uma oportunidade acessível de viver algo genuinamente alagoano.
Enquanto muitos brasileiros pagam para visitar vinícolas pelo país, Alagoas oferece uma experiência igualmente rica, autêntica, artesanal e cheia de identidade.
Fonte: AMA
