Darwin Núñez ameaça declarar ‘guerra’ ao Al Hilal

 Darwin Núñez ameaça declarar ‘guerra’ ao Al Hilal



No momento em que Cristiano Ronaldo se prepara para colocar um ponto final na “greve” causada pelo que considera ser um tratamento desfavorável do Fundo de Investimento Público (PIF) ao Al Nassr, surge uma nova polêmica no futebol da Arábia Saudita.

Isso porque o Al Hilal decidiu deixar Darwin Núñez fora da lista de jogadores inscritos no campeonato nacional, após uma janela de transferências de inverno em que investiu cerca de 70 milhões de euros nas contratações de Karim Benzema, Kader Meïté, Saimon Bouàbré, Murad Al-Hawsawi, Rayan Al-Dossary, Sultan Mandash e Pablo Marí.

Isso significa que o atacante uruguaio só poderá ser utilizado, daqui em diante, pelo técnico italiano Simone Inzaghi nas partidas da Liga dos Campeões da Ásia, o que levanta o risco de ele chegar à Copa do Mundo longe de sua melhor forma física.

Em declarações concedidas nesta sexta-feira ao portal saudita 247Sports, uma fonte próxima do ex-jogador do Benfica (que preferiu não se identificar) revelou que a decisão não foi bem recebida e que o atleta estaria considerando rescindir o contrato com o clube.

“O jogador está avaliando rescindir o contrato com o Al Hilal e entrar com uma ação na FIFA para receber o valor total do vínculo, após ter seu nome retirado da lista de inscritos”, afirmou a fonte, colocando em dúvida a permanência do jogador de 26 anos em Riad.

Vale lembrar que Darwin Núñez chegou ao Al Hilal na última janela de transferências de verão, vindo do Liverpool por cerca de 53 milhões de euros — valor que ainda não conseguiu justificar plenamente, com apenas sete gols e cinco assistências em 23 partidas.

‘Fantasma’ de Renan Lodi prejudicou Darwin Núñez

Raisa Simplício, jornalista brasileira do portal Goal, revelou que parte da decisão do Al Hilal se deve ao receio de que Marcos Leonardo adotasse postura semelhante à de Renan Lodi, caso também fosse retirado da lista de inscritos no campeonato nacional.

O caso remonta ao último verão, quando o lateral-esquerdo rescindiu unilateralmente e retornou ao Brasil para atuar no Atlético Mineiro. Na época, ele demonstrou insatisfação com a forma como foi tratado pelo clube saudita e chegou a ameaçar recorrer à Justiça.

“Iniciei a temporada 2025/26 motivado para conquistar mais títulos pelo clube, sem me importar em disputar posição entre os titulares. Mas, após a pré-temporada, na Alemanha, fui surpreendido com a notícia de que não poderia jogar na Liga Saudita. Teria apenas a chance de atuar em pouquíssimos jogos, na Liga dos Campeões da Ásia”, declarou.

“Essa situação me fez refletir sobre o meu futuro. Ainda tenho muitos sonhos no futebol e não teria minutos suficientes nesta temporada. Nas últimas semanas, tentei reverter essa decisão junto ao clube para estar à disposição em todos os jogos do Al Hilal. Mas nunca tive uma resposta sobre como a situação poderia ser resolvida de forma amigável”, acrescentou.

“Busquei assessoria jurídica e fui informado de que não posso ser privado de exercer minha profissão. Tomei a decisão de buscar meus direitos, como qualquer trabalhador impedido de exercer seu trabalho. Espero que os órgãos responsáveis julguem meu caso o mais rápido possível, para que eu possa voltar a fazer o que amo sem restrições”, completou nas redes sociais.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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