Grileiro famoso volta a atuar em Alagoas e invade terreno na Praia do Saco
Antônio Lucena Barros, o ‘Maranhense’, é apontado novamente como responsável por crimes fundiários
A atuação criminosa de Antônio Lucena Barros, conhecido no meio do crime como “Maranhense”, volta a ser destaque em Alagoas. O grileiro, que ficou famoso por sua atuação em esquemas de falsificação de documentos e desmatamento ilegal, é novamente alvo de uma denúncia envolvendo a invasão de um terreno localizado na Praia do Saco, um dos maiores cartões postais do litoral sul do estado.
Imagens obtidas por moradores da região e compartilhadas com nossa redação mostram claramente os sinais de invasão. Um muro foi destruído com a intenção de facilitar a entrada de pessoas em uma propriedade privada. De acordo com relatos de vizinhos, a área foi invadida por um grupo de caseiros contratados para ocupar o local de forma irregular. A denúncia foi formalmente registrada junto às autoridades, que agora investigam o caso.
Lucena Barros não é novidade para a Justiça Alagoana, pois já esteve envolvido em um dos maiores escândalos de grilagem da história recente do estado. Em 2012, ele foi apontado como responsável por invadir e falsificar documentos relacionados a terras no município de Rio Largo, o que levou o caso a ser tratado como uma das maiores fraudes fundiárias do Brasil. À época, “Maranhense” chegou a ser considerado foragido da Justiça, depois de desobedecer ordens judiciais e dificultar as investigações do Ministério Público Estadual.
Apesar da gravidade das acusações e das movimentações no processo judicial, que tramita até hoje na 17ª Vara Criminal de Maceió, Lucena ainda permanece atuando livremente, desafiando o sistema de justiça. Sua capacidade de agir com impunidade e de operar em regiões de grande valor turístico e ecológico acende mais uma vez o debate sobre a eficácia das políticas públicas de combate à grilagem de terras.
