Visto americano: 4 dicas para obter visto de trabalho ou estudo nos EUA
Com as mudanças e restrições nas regras migratórias dos Estados Unidos, conquistar um visto de estudo ou trabalho ficou ainda mais difícil. Em 2026, o presidente Donald Trump implementou uma série de exigências que impactam diretamente a emissão do documento e os critérios de entrada no país. Uma das medidas mais importantes foi a suspensão temporária do processo de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, com o argumento de evitar que potenciais imigrantes dependam de assistência pública, afetando vistos de trabalho permanente e processos ligados à residência.
Neste contexto desafiador, Marco Lisboa, CEO da Legale, rede de franquias especializada em assessoria de vistos, explica que a restrição não atinge as permissões temporárias de estudante ou turismo, mas altera o clima regulatório geral para candidatos internacionais.
“Qualquer informação preenchida de forma equivocada, pode ser decisiva para conseguir a aprovação ou a recusa do documento. As novas restrições, especialmente aquelas ligadas à imigração permanente, não significam que oportunidades desapareceram, mas que o planejamento e a assessoria qualificada são fundamentais para quem busca um visto de trabalho ou estudo com eficiência”, aconselha Lisboa.
Além das restrições gerais, o governo americano promoveu mudanças relevantes no visto H-1B, principal modalidade para contratação de profissionais estrangeiros altamente qualificados. O tradicional sistema de loterias, no qual as petições eram selecionadas de forma aleatória devido ao excesso de pedidos, passou a ser substituído por um modelo de seleção baseado em critérios objetivos. Na prática, isso significa que candidatos com maior nível de qualificação, salários mais elevados e funções consideradas estratégicas para a economia dos EUA passam a ter prioridade no processo.
Neste contexto desafiador, Lisboa detalha quatro dicas essenciais para quem quer dar esse passo ainda este ano:
Entenda qual visto é o mais adequado
Antes de iniciar qualquer processo, é essencial identificar o tipo correto de documento para cada caso. Vistos de trabalho, como H-1B ou L-1, têm requisitos específicos de empregador e qualificação. Já os de estudo F-1 exigem matrícula em instituição credenciada e comprovação financeira.
“Um erro comum é começar o processo sem compreender claramente os critérios de cada categoria. Isso gera atrasos, custos desnecessários e até negações”, afirma o CEO da Legale.
Prepare toda a documentação
Diplomas, cartas de oferta, comprovantes financeiros e histórico profissional reduzem a chance de solicitações adicionais e atrasos no consulado. A assessoria especializada ajuda justamente nessa parte, para montar um dossiê que atenda às expectativas do oficial consular.
Monitore as mudanças nas regras
As alterações anunciadas em 2025 e 2026 não só suspenderam vistos de imigração para alguns países, como também reformularam mecanismos de seleção e taxas para autorização do documento de trabalho. Por isso, estar atento às novidades e regras é essencial no processo: “Use fontes oficiais, consulte especialistas e não deixe seu planejamento para depois. Cada detalhe do regulamento pode fazer diferença no resultado do seu pedido”, alerta Lisboa.
Considere o tempo de processamento
Os processos consulares podem variar muito de acordo com o tipo de visto e a cidade de origem. Em alguns casos, entrevistas em consulados podem estar mais lentas devido a revisões internas e adaptações a novas normas. Ou seja, dê entrada no processo com no mínimo seis meses de antecedência.
“Mais do que nunca, quem entra preparado e assessorado tem vantagem competitiva, desde a escolha da categoria de visto até as nuances de uma entrevista consular”, diz Lisboa.
Fonte: Notícias Minuto
