A Justiça de Alagoas realizará nesta quinta-feira, 29, a audiência de instrução sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida em agosto de 2025 em uma clínica de reabilitação, com os proprietários do local respondendo por tortura e estupro.
Cláudia foi encontrada com hematomas e sinais de violência, levando a família a registrar um boletim de ocorrência após a constatação de que ela já estava morta há horas, segundo um médico da UPA.
Durante a audiência, testemunhas da acusação e defesa serão ouvidas, algumas de forma remota, enquanto a clínica onde Cláudia estava internada foi interditada após novas denúncias de abusos sexuais contra outra paciente.
A Justiça de Alagoas manteve para esta quinta-feira, 29, a audiência de instrução do processo que apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos. Ela morreu em agosto de 2025, em uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro. A sessão será realizada na 2ª Vara Cível e Criminal do município.
Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, proprietários do centro de reabilitação para dependentes químicos onde a esteticista estava internada, são réus pelo crime. Os dois respondem por tortura, estupro e exercício ilegal da medicina. O casal está preso preventivamente.
Durante a audiência, a Justiça deve colher os depoimentos das testemunhas apresentadas pela acusação e pela defesa. Algumas testemunhas devem prestar depoimento de forma remota.
RELEMBRE O CASO
Cláudia Pollyane morreu no dia 9 de agosto, em uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. A família registrou boletim de ocorrência após ser informada, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, que o corpo apresentava hematomas e sinais de violência, incluindo olho roxo.
O proprietário da clínica relatou à polícia que a paciente teria entrado em surto de abstinência, sido medicada e ido dormir, sendo encontrada sem vida na manhã seguinte. Segundo o relato familiar, um médico da UPA informou que ela já estava morta havia pelo menos quatro horas.
Após a repercussão do caso, novas denúncias surgiram. Uma adolescente de 16 anos, também paciente da clínica, foi resgatada e relatou ter sofrido abusos sexuais praticados pelo dono do estabelecimento.
Após as denúncias e a confirmação das irregularidades, a clínica foi interditada pelas autoridades.
Texto: TNH1. Publicado originalmente em TNH1.
