InícioAlagoasSerial killer de Maceió é condenado a mais 27 anos de prisão...

Serial killer de Maceió é condenado a mais 27 anos de prisão em 11º julgamento

-

Albino Santos de Lima, conhecido como o ‘serial killer de Maceió’, foi condenado a mais 27 anos de prisão pelo assassinato de José Cícero Bernardo da Silva, elevando sua pena total para 321 anos e 13 dias de reclusão.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Albino pelo homicídio qualificado, apesar de ele ter negado a autoria durante o julgamento, contradizendo sua confissão anterior à polícia.

O juiz considerou diversas circunstâncias desfavoráveis ao réu, e o caso ainda está longe de ser encerrado, com mais sete julgamentos programados relacionados aos crimes atribuídos a Albino.

Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, foi condenado a mais 27 anos de prisão pelo assassinato de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos, ocorrido em dezembro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (4), durante o 11º julgamento do réu pelo Tribunal do Júri.

Com a nova condenação, as penas acumuladas por Albino chegam a 321 anos, dois meses e 13 dias de prisão. Até o julgamento anterior, realizado em 22 de outubro, ele já somava 294 anos, dois meses e 13 dias de reclusão.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelo homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o julgamento, Albino negou ter cometido o crime, apesar de ter admitido o assassinato em depoimento prestado à polícia durante a investigação.

Na sentença, o juiz Geraldo Amorim considerou cinco circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu: culpabilidade, antecedentes criminais, conduta social, personalidade e consequências do delito. Entre os pontos destacados pelo magistrado está o impacto do assassinato sobre pessoas próximas à vítima.

Segundo os autos, a ex-companheira de José Cícero relatou que precisou deixar o local onde morava no dia seguinte ao crime, por medo.

Outro detalhe que chamou a atenção durante o julgamento foi o comportamento de Albino ao falar sobre o assassinato. Pela segunda vez, ele não atribuiu o crime ao Arcanjo Miguel, entidade religiosa que costumava mencionar em sessões anteriores para justificar os homicídios.

O comportamento já havia sido observado no julgamento anterior. Nesta quarta-feira, além de não mencionar a entidade, o réu negou novamente a autoria do assassinato.

Relembre o caso

José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos, foi assassinado a tiros por volta das 18h do dia 8 de dezembro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió.

Durante as investigações, Albino chegou a confessar o crime à polícia, mas voltou atrás ao ser interrogado em juízo. Testemunhas que presenciaram a ação, no entanto, apontaram o réu como autor dos disparos.

A acusação também apresentou provas periciais. Exames balísticos realizados pela Polícia Científica de Alagoas identificaram que os projéteis retirados do corpo de José Cícero foram disparados pelo mesmo revólver calibre .38 utilizado no assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos.

A idosa foi morta enquanto acompanhava o neto a caminho da escola, também na Chã da Jaqueira. Pelo homicídio, Albino já havia sido condenado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de prisão.

O julgamento desta quarta-feira foi o 11º de uma série de sessões do Tribunal do Júri relacionadas aos assassinatos atribuídos ao réu. Ainda estão previstos outros sete julgamentos.

Estagiária sob supervisão.

Texto: TNH1. Publicado originalmente em TNH1.

Leia também

Últimas notícias